Visita do Secretário de Agricultura à Jaguacy: um marco para a cadeia do avocado paulista

Recebemos na Jaguacy a visita de Geraldo Melo Filho, Secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, em uma agenda que reforça a aproximação entre a iniciativa privada do agronegócio e o poder público estadual. Mais do que uma visita protocolar, o encontro representou uma oportunidade concreta de mostrar à liderança do setor o que a indústria do avocado vem construindo no Brasil, e de discutir, lado a lado, caminhos para destravar o crescimento da cadeia produtiva.
 
Como destacou Tiago Carvalho, um dos diretores da Jaguacy, a presença de uma autoridade desse porte tem um significado especial: o secretário, em última instância, representa o próprio governador junto ao setor produtivo. Receber essa pauta no campo, dentro da operação, é ter acesso direto a quem decide.

Conhecendo a operação por dentro

Durante a visita, mostramos ao secretário o que a Jaguacy é hoje: uma operação verticalizada, com mais de 50 anos de história, pioneira na produção comercial do avocado no Brasil, com viveiro próprio, packing house, pesquisa aplicada e uma rede de produtores associados que se estende por mais de um estado. O objetivo foi traduzir, com a fazenda como cenário, o tamanho da indústria que se construiu em torno do fruto, e o impacto que ela gera em empregos, exportações e desenvolvimento regional.

Reeducandos: uma agenda que precisa de apoio público

Um dos pontos mais sensíveis abordados na conversa foi o trabalho com reeducandos. A Jaguacy mantém um programa que oferece capacitação, renda e reinserção social a pessoas em cumprimento de pena. Uma iniciativa reconhecidamente positiva para todos os elos envolvidos: para o reeducando, que recebe oportunidade real de recomeço; para a empresa, que ganha mão de obra qualificada e comprometida; e para o Estado, que vê na prática um caminho concreto para reduzir reincidência.
 
O problema é que esse trabalho, mesmo dentro das mais rigorosas normas legais e trabalhistas brasileiras, tem sido lido de forma equivocada por alguns mercados internacionais. Hoje, redes como a Tesco, no Reino Unido, e a Aldi, na Alemanha, restringem a compra de produtos vinculados a esse tipo de mão de obra, sob a interpretação distorcida de que se trataria de trabalho análogo ao escravo, quando, na realidade, é exatamente o oposto: trabalho voluntário, remunerado, formal e socialmente transformador.
 
Levamos esse tema ao secretário Geraldo Melo Filho e o pedido foi direto: apoio do poder público para dar publicidade positiva a esse modelo, ajudando a desconstruir essa imagem equivocada no exterior. O compromisso foi assumido. Para a Jaguacy, e para qualquer empresa brasileira que aposta na reinserção como política de impacto, esse respaldo institucional é decisivo para abrir e reabrir mercados internacionais.

Linhas de financiamento e produtividade no campo

Outro eixo importante da conversa foi o acesso a linhas de financiamento voltadas ao agronegócio paulista, com destaque para programas geridos no âmbito do governo estadual que podem viabilizar bins (caixas de colheita) e sistemas de irrigação, especialmente para o pequeno produtor.
 
Essa pauta importa muito para a cadeia do avocado. A Jaguacy não opera sozinha: trabalha lado a lado com dezenas de produtores associados, muitos deles pequenos, que dependem de crédito acessível para modernizar a produção, ampliar a área irrigada e ganhar produtividade. Cada bin e cada hectare irrigado a mais na ponta significa fruta de melhor qualidade, mais previsibilidade na safra e mais competitividade do avocado paulista no mercado global.

Aproximação com a APTA

Por fim, a visita reforçou o desejo mútuo de estreitar ainda mais a parceria com a APTA, Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, instituto estadual de pesquisa que historicamente apoia a Jaguacy em frentes técnicas estratégicas, da fitossanidade ao manejo pós-colheita.
 
A pesquisa pública é um diferencial silencioso e poderoso do agronegócio paulista. Aproximar ainda mais a APTA da operação significa acelerar inovação no campo, qualificar tecnicamente decisões produtivas e fortalecer a base científica que sustenta a expansão do avocado brasileiro no mundo.

Por que essa visita importa

Visitas como essa não se esgotam no dia. Elas plantam pontes. O agronegócio brasileiro, e o paulista em particular, só avança quando indústria, produtor, pesquisa e governo conseguem se sentar à mesma mesa e falar dos mesmos problemas com a mesma urgência.
 
A Jaguacy agradece a presença do Secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, e reafirma seu compromisso de seguir sendo uma referência: na produção do avocado, na responsabilidade social com programas como o de reeducandos, e na construção, junto ao poder público, de uma agricultura mais forte, mais justa e mais competitiva.

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